domingo, 8 de Novembro de 2009

Te quiero

A boca dela curvilinear como as ancas...
Diz como quem suplica, como quem morde.

Embebeda-me o sopro, quente cacau,
Que traz compassos hispânicos no verbo.

Piso-lhe os pés miúdos na rumba,
Durante o entrelaço de narizes.

E no beijo que não se deu,
Peço-lhe que guarde o meu olhar servo...
Ela sibila... te quiero.

Pele

Da pele, do perfume, da voz.
Da mão que não sinto,
Do entrelaço asfixiante.
Sentimento enfermo, a saudade.

Já não escrevo, já não pinto.
Já não canto, já não danço.
Só te espero.
Sentimento vivo, a saudade.

Que longe me pareces, a um dia-luz de caminho. Deixa os Neandertais e vem para aqui. Ai a saudade, que sentimento intruso este. E o tempo casmurro que não se vai.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Desabafo que não me envaidece

Ontem o sono levou-me com a cara gelada de lágrimas. Em segundos era dia - porque o relógio assim o quis - lá fora estava escuro e o gelo da minha cara, via-o agora do lado de lá da janela. Como o mundo não pára e a roda dentada do meu destino, tanto encrava como engrena, tinha à minha espera uma luzita, ténue, mas sim... uma luz, uma mão para eu me agarrar com a mesma força a que me agarro quando decido vilipendiar a minh'alma. Uma entrevista espera-me. Estou cansada da forçada esfera privada. Dependente e inútil. Depois de trabalhar não entendo como é possível preferir o encosto dos subsídios, o pijama o dia inteiro, a roda mórbida do centro de emprego... Não sendo opção própria não me conformo com a minha bela esfera privada. Não sou melhor mãe por estar 24 horas com o meu pequeno guerreiro de olhos não garços. Desejem-me sorte...

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Amália?


quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Viandante

Dos meus alvéolos aos bagos de pó bailarinos.
Anseio-te aqui dentro.
Como amor, amante e de meu corpo, viandante!

Em cada trinca na minha carne,
Quero boatos orvalhados e soalheiros.
Fragrâncias antípodas e nativas,
Como só tu sabes amalgamar.

Quero autenticar a poeira de aquém no teu suor,
Saborear nas tuas palavras sublimadas o que não vi.
Saber-me ininterruptamente ao pé de ti.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

O Laboreiro que me recebeu


segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Nevoeiro de Laboreiro

Hoje viajei por entre vapores.
Fiz parte de uma narrativa,
onde se combinaram medos e amores.

De cada vez que o nevoeiro se ia,
no retrato era um apaixonado que se via.

Porém, quando tudo se escondia na túnica branca,
vinha o medo, vinha o pranto...

e um vulto supliciado que se desvendava na fotografia.

Castro Laboreiro
3 de Março de 2007

Pensamento

Encenamos um dialecto nosso só, o do corpo e da lágrima que o retoca, o da gota que flui até à boca, o do quente e frio, do vazio, do longe que nunca se faz perto, do conto e do recontado, do que foi feito e não mais dissolvido, do acídulo do passado e do futuro que nos alimenta.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Menino da feira

Tem três anos o menino.
Olhos gitanos e voláteis.
Duzentas feiras no currículo.
Léxico restrito.
Pregão fácil e meneio vivo.
Sabe de cor o dinheiro.
Longe da asa do criador altivo,
É feliz o menino da feira,
Com o seu mealheiro na algibeira.

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Retalhos do meu Verão pelo país País

Pedrogão Grande - Leiria



Vila Viçosa - Évora




Aldeia de Terena - Alandroal



Aldeia de Terena - Alandroal



Monsaraz - Évora




Mértola - Beja




Monte Clérigo - Aljezur


Praia do Burgau - Vila do Bispo


Praia do Pinhão - Lagos


Praia da Arrifana - Aljezur



Palácio do Buçaco - Mata do Buçaco



Casa do Vale do Papo - Aldeia do Vale


Não, não foi só isto... poderia ainda deixar-vos retalhos de Zavial, Ingrina, Salema, Carrapateira, Bordeira, praia do Amado, Castelejo, Serpa, Moura, Mourão, Alqueva, Reguengos de Monsaraz, Alandroal e por fim Crato.

domingo, 23 de Agosto de 2009

Desinteligências

Foi ao lado mais uma vez. Outra noite, da nossa curta existência, na mesma cama, sem que os teus pêlos das pernas açoitassem sequer a pele das minhas. Um fosso. Cabiam quantas pessoas entre nós? Diria seis, tal era a distância a que me querias de ti. Frustrei-te a péssima maqueta que trazias sob a jugular. Julgaste-me o espírito, os movimentos e os vocábulos. Não valia a pena tentar? Sou sobremodo presumível? Ainda não escutaste o quão rumorosa posso ser? Se não falas, falo pelos dois. Se não me calas, julgo-me certa. Sabes o que sobrevém do momento em que pensamos saber de cor o outro? Finda-se o apetite. Não te apetece mais aquele prato. Já lhe adivinhas o paladar. Achas que já me provaste toda? Já viste tudo o que aqui me vai… Não. Sei que te amo, todos os dias sinto o desejo ardente de me renovar, para que não enjoes. Sei que te amo.

Zakul


terça-feira, 21 de Julho de 2009

TU

Desenhaste linhas carminas no meu regaço...
Rasgaste com querer a carne do meu ventre,
Redesenhando-me contornos,
Adulterando-me o corpo.

Passou o vento, passou o tempo…
Longe vai a hora não pequena.
As linhas rubras caiaram,
A carcaça cinzelou.

O útero cospe um fecundo grito.
Como ele te amou! …

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Um D.João VI


Como o meu caríssimo colega Jaime Portela não encontrava a ilustração ideal para a capa de um trabalho pediu a minha colaboração e foi isto que saiu.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Desejo

Namora-me outra vez!...

domingo, 5 de Julho de 2009

Linguagem

Que língua falas tu que só me aldabra?
A gestual confunde.
A corporal inibe.
A verbal arrasa.
Não entendo nada.

Onde ficaram cativas as palavras nossas?
O corpo sempre quente e pronto?
Os olhares doces e protectores?
Tudo agora anda em confronto.

Bem sei que não me entendes...
Toca com a tua língua na minha e diz-me o que pretendes!...

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Malandra desocupada

Sozinha.
No banco do adro da igreja sentada,
Calada e absorta,
Sou voyeur de uma cidade solta.

Apoquento os apressados.
Descalça e a escrever,
Pensam-me uma malandra desocupada.
Olham uma e outra vez,
Espreitam em desrespeito.
Ouço um "boa tarde" desconfiado
e curioso dos meus feitos.

Mas ao invés de perguntar,
Discutem-me o destino.
Ouço-os sibilar,
E tantos defeitos estão eles a apontar...


*Hora de almoço de mais um longo dia de trabalho

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Rimas "à lá minute"

Um pé de dedos feios,
de unhas enfeitados.
Vejo eu aqui de cima,
por entre a saia aos quadrados.

O outro não o vejo,
tem nele o meu lindo corpo sentado.
Dormente já o sinto,
é muito peso para o coitado.


nota: hora de almoço,
no adro de uma igreja,
num dia quente do mês da cereja

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Cansados

Palpito-os cansados.
Não encaixam as gretas das mãos,
Cansadas.
Já não as dão.
Já não se dão.
Não se tocam.
A pele,
Uma rugosa outra sulcada,
Está cansada.
Tal e qual o coração.

domingo, 28 de Junho de 2009

O ter de ser

Padrão.
Gaveta.
Taxonomia.
Dogma.
Norma.
Regra.
Perfeição.
Cega.
Forma.
Apatia.
Anorexia.
Solidão.

...evasão?...
Não! Merda! A puta da resignação.

O que fazer quando começas a duvidar dos óbvios da existência?

Disse o tapete

Arrastei-me até ao sofá.
Não fiquei no chão, que vitória!...
Hoje, o tapete deu uma ajuda e não me quis.
Diz que já vivemos a nossa história.

Hoje


quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Um presente de boas-vindas para a mini-sereia Patrícia


*mais uma vez a inventar, nunca tinha pintado com tinta acrílica, muito menos tentado desenhar "à vista" personagens animadas, não sei se gostei, tem algum detalhe, demora muito tempo, fico ansiosa quando começo uma coisa... mas adoro experimentar e ofertar as experiências.

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Na menopausa de um amor

Vim de ver o mar. Estava agreste a brisa, deixou-me triste. E já lá vão quarenta anos. Quatro décadas desde que partiste. Sim, sentei-me na barreira. Que triste sem ti.
Sabes que querem construir um molhe novo? Não eu não vou deixar, tenho um plano. Não te posso contar, ias achar uma loucura. Posso adiantar que implica aquela rocha em que te sentavas, não, não é essa, a outra, onde o teu pai te sentava enquanto pescava. Não acredito, como podes pensar em outra rocha, que não aquela em que fizemos tantas coisas? Bem, no dia em que começarem as obras, encaixo-me bem no teu sítio, continuo a achar que deixas-te impressas as tuas pernas naquela rocha... encaixo-me bem nela, visto o teu oleado e muno-me da tua querida cana de pesca e ao verem tal imagem, vão-me pensar um espectro de ti, vão fugir assombrados, vão pensar que aquela rocha, aquele molhe e aquela praia estão assombrados. Com tanta crendice que por aqui mora, ninguém terá coragem de continuar as obras. Com sorte, e para agradar aos mortos, ainda erguem uma estátua em tua homenagem. É loucura não é?
O que foi querido? Que foi que eu disse? Não, não estás morto em mim, sabes que jamais estarás meu jacinto-jasmim-camomilo, como poderias estar morto, se fazemos amor todos os dias? Se estivesses morto com quem estaria agora a conversar? Um dia destes vou ter contigo, achas que posso levar na bagagem o enxoval que tenho feito para os nossos meninos? Espero que sim, são roupinhas leves e frescas, com o calor que faz por aí...
Vejo a nossa quinta. Que raio nunca mais está pronta, disseste para esperar pela tua carta, com a passagem e a nossa nova morada, e nada, nunca mais chega. Bem sei como és picuinhas, estás a construir um castelo não é? Não é preciso nada dessas coisas, só nos quero aos dois, juntos, até pode ser numa daquelas cabanas que vi nas fotos. Pode?
Vou fazer as minhas malas, deixaste cá tantas coisas, levo-te tudo, prometo!
Um beijo salgado da tua orquidea-rosa-silvestre, que espera com fome a tua carta. Já sei que as telhas demoram a chegar até onde estás, não, não quero piscina... só quero ir para ao pé de ti.
Tenho um segredo, vou-te contar... sabes que há dois meses que não me vem o período, sabes o que isso significa meu jacinto-jasmim-camomilo?

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Tenho de partilhar...



A H por ela...



O pequeno guerreiro por ela...



Eu por ela.... todos com um doce toque egípcio!... Tinha de partilhar, tanto isto me envaidece. *

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Eterno retorno


segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Carne

Gosto dos teus cabelos de metro salgados.
Sais do mar temperada,
Com os mamilos espetados nos triângulos molhados.

Meço a tua carne.
Faço contas...
O meu abraço sobra na tua cintura,
Mas não chega para laçar as tuas ancas.
Generosas ancas!...

Não...Não fales.
Sabes que eu não-falo.
E prefiro beber o teu suor às tuas palavras.

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Presentes especiais


Obrigada compadres... um dia, o Zakul vai perceber que está rodeado de pessoas especiais... E tantas são as histórias (as nossas histórias) que tenho para lhe contar, fiquem por perto para me ajudarem a não esquecer nenhum pormenor.
Até ao vosso regresso...


Espreitem os blogues da comadre e do compadre:

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Cenário

No parapeito uma garrafa de porto bebida.
No chão dois corpos magenta colados.
Nas mãos carne quente e húmida fervilha.
Da boca escorrem gemidos tintos.
Na alma rebentam desejos famintos.


(A ti e a tudo o que me fazes escrever)

domingo, 24 de Maio de 2009

Há um ano atrás

Há um ano atrás diziam-me "faça força, faça força, assim não, não está a fazer força... bem se vê que não é minhota... faça força, respire... é agora: vai nascer..." Eu dizia "não consigo, não quero, não aguento mais, parem por favor, eu NãOOOOO quero, façam qualquer coisa... saiam todos daqui, tanta gente para quê?!!"

Às 23h e 05m nascia o Zarco... depois de um enfermeiro de mais de 100 kg ter levado muita porrada minha e ter depositado a força do seu peso na minha barriga. O J. estava atónito, apático, branco e roxo... aflito, quase nos perdia... chegou cá fora e disse "Eu.... eu, eu não quero mais filhos..."

Custou muito, depois de nove meses maravilhosos, doze horas aterradoras... que culminaram com uma terrível falta de paciência e respeito pela mãe Natureza.

E pronto, parir é mágico e muito doloroso...

Parabéns ao meu guerreiro de olhos não garços. Se o nome influi no futuro de um indivíduo, o meu pequeno tem nome de guerreiro e de descobridor... gostava que ele descobrisse a felicidade e guerreasse muito ao longo da vida!

Eu estou cá para amar os seus defeitos, falhas, derrotas, frustrações... eu sou dele, ele não é meu... não é de ninguém, é livre.

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Brincadeiras a carvão


segunda-feira, 11 de Maio de 2009

A saudade de Ricardo Reis ilustrada por mim



Saudade

Deixei que dos teus olhos se soltassem mares de palavras enfeitados.
Os teus cabelos soltam praias perfumadas com as brisas do teu cheiro.
Nos teus lábios, um sabor a madrugadas de beijos acordados ao luar.
No teu peito crescem dunas alisadas pelos ventos da tua ausência.

Quero abraçar-te a alma qual naufrago sobre as ondas.

Inundas-me de desejos a escorrerem saudades!

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Ensaio


quarta-feira, 6 de Maio de 2009

A dança dos nossos fumos

Que bem que dançam os nossos fumos.
Abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se e...
Desaparecem.

Gostava que um dia,
Também eu e tu,
Desaparecêssemos assim... juntos!

sábado, 2 de Maio de 2009

Fantasmas malditos

Fantasmas malditos,
Mudem-se para outro umbigo!!

Espectros que assombram tudo:
O que sinto, o que penso e o que digo...

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Olhar de...?


...afinal os olhos sempre enganam...




Até chegar o atrasado amanhecer

Onde quererá ele levar-me,
Ao me agarrar a mão sem permissão?

O coração logo se deixa levar,
Mas há algo que diz para me quedar.

Fico num dúbio desacerto.
Já não sei discernir,
O que posso ou não fazer!

Mas, se só vivo porque tenho coração,
Então leva-me meu amor,
Leva-me até chegar o atrasado amanhecer,
Que na aurora traz a razão.

Apanha-me sono

Não quero ir para a cama!

Não quero inventariar,
A porcaria que foi o meu dia.

Vou quando o sono me apanhar,
Quando não me der conta que penso…

Não, não me obrigues…!
Por favor…
Não sabes como custa.

Deixa-me para aqui…
Vai tu sonhar.

Daqui a pouco,
Quando eu já não pensar…encontro-te.

terça-feira, 21 de Abril de 2009

JASÃO

JASÃO, JASÃO, JASÃO, JASÃO, JASÃO, JASÃO, JASÃO...

Máscaras



Quem tourear bem a palavra, até por forcado passa...! Máscaras, só vejo máscaras... cada faena, cada máscara...!

...porque afinal sou uma alegre parva!

Era eu uma parva alegre,

Quando pensava que o mundo me amava.

Foi preciso que alguém me tramasse,

para que desastrosamente confirmasse,

que afinal eu não passava de uma alegre parva.

domingo, 19 de Abril de 2009

Desabotoados

1.
Não olhes para o firmamento.
O que há lá que te valha?
O que houver é na Terra,
Para lá dela não há nada.



2.
Não percebo o meu apetite,
Ainda assim sinto-o especial.
Talvez baste um palpite,
Para que a refeição não acabe mal.



3.
Que olhar é esse?
Tem tanto de não querer dizer,
Como de ansiedade em revelar.
Não é um brilho desinteressado,
É um esconderijo,
Que desarmado deixa o meu olhar.
Até quando me pretendes ofuscar?


4.
Andamos às voltas.
A fugir de nós e dos outros,
E de vultos trôpegos,
Escondidos dentro da roda que cada volta forma.

sábado, 18 de Abril de 2009

Auto-retrato frustrado


sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Ele, aquele...ele!



Ele...

...é lindo, tem olhos transparentes à sombra de uma só sobrancelha. De Inverno parece um pescador norueguês e, de Verão, um índio taino, apesar de ter corpo de aborígene australiano. A barba tem todas as cores do pôr-do-sol. Na cabeça tem ondas torbulentas (dentro e fora dela).


É genial, culto, inteligente, crítico, viajado, interessado, temperamental, tem um olhar fotográfico, não sabe onde arrumar os livros todos que tem... deseja ardentemente viver mais duas ou três vidas para os ler todos.

Já é crescidinho mas diz orgulhoso "pá, nunca me dão mais do que vinte cinco, vinte seis anos".

Anda a descobrir esqueletos e artefactos milenares escondidos em terra de oliveiras...que inveja.

Com ele, posso aterrar numa qualquer capital de leste, às onze da noite, sem mapa na mão, só com a mochila às costas, e sentir-me segura... ele sabe sempre o que fazer e como fazer, mesmo que tenha de andar vários quilómetros (de mochila às costas) até a um monumento visível porque "ali há, certamente, um posto de turismo".

Tem cadernos e cadernos e caderninhos de poemas e romances e frases e pensamentos e quando éramos só dois, adormeceu-me assim muitas vezes... com aquela voz rouca e projectada.

Ele... tem qualquer coisa de James Dean, cruzado com Benicio del Toro. É um bocadinho marreco, é de família, diz ele. Nem os meus "abraços de esmagar ossos" o endireitam...

Amor, quando é que vamos beber Zlatorogs, com os pés molhados pelo Adriático??!

Um beijo


quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Numa noite solitária


Na janela numa noite escura e solitária, sem rosto, será um ele ou uma ela?

A morte da Nina Simone



...com todos os blues no ventre e nas canelas o piano de sempre...

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Porque nem sempre fui feliz

Como pode um olhar alheio assustar?
E um sorriso?
Muito mal devo eu estar,
quando perante isso,
também eu não sorriu.

Estou cansada...
Farta de olhar no espelho,
e não ser capaz de gostar.
Quase tenho pena de mim.
Pena por não ser capaz de fugir.
O peso de alguém desiludir,
todos os dias me faz cá ficar.

Não há solidão como esta.
Quando o corpo é merda,
e do intelecto pouco resta.

Só me sei lamentar.
O que está feito,
para sempre há-de estar.

Não tenho autorização sobre mim,
Roubaram-me o corpo e a alma de arrasto.

Levanto-me todos os dias,
com as pernas de quem me deu a vida.
Quando isso não bastar,
deixarei de ser uma pseudo suicida.

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Alguém me disse que a Nina Simone procurava um menino azul...


Aqui fica o primeiro retrato do meu filho, feito ainda na maternidade...

A tua respiração

Sozinha durmo mal, contigo mal durmo... Fico distraída, alheada, desconfortável, encaixando o meu corpo no teu, qual contorcionista, procurando o teu nariz, tudo para exalar a tua respiração, tão única, inequívoca, excêntrica...

E quando não estás, meto-me dentro do teu pijama, respiro a tua almofada e abraço com uma força umbilical o teu filho, que, por sorte, também é o meu.

Saudades, meu génio crespo de olhos garços.

A minha Nina Simone


Esta Nina Simone aconteceu na sequência de uma ventania desafiadora...
Nina Simone morreu enquanto dormia, depois de uma vida a cantar a "música do Diabo"... e a lutar contra uns quantos diabretes, incluindo aquele que um dia lhe disse "aceito".
Gostava de me chamar Simone, "Nina Simone de Beauvoir", bem... que exagero, não almejo tamanha perfeição.


Cá estou eu a vê-los passar

Cá estou a vê-los passar.
Já nem sei quantos são,
Tão pouco eles me trazem.

É igual se vêm pintados ou cinzentos,
Em mim a sua cor não entra...
Desisti da velha crença,
De que à sua passagem tudo fica são.

São eles que me vêem vaguear.
Já não sabem quem sou.
Já nada lhes dou...

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Grávida


quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Lago de fogo e enxofre


terça-feira, 31 de Março de 2009

Mãos farpadas


"Sabes lá roçar a terra..."


"E os rios de Angola, sabes?"


"Fiz a 4ª classe com distinção..."


"Com as oportunidades que te deram, eu tinha chegado a presidente..."


Neste mundo de doutores, avô, nunca te cales... pudera eu ter nas minhas mãos a sabedoria que as tuas encerram!

domingo, 29 de Março de 2009

Lembras-te do prometido?

Parece parado o relógio do carro. Olho para o de pulso... não o ouço tiquetaquear. Porque não param os relógios quando estás aqui? Decidem ficar vagarosos, instantes antes de nos tocarmos... querem castigar-nos porque os ignoramos quando estamos juntos.

Parece que te avisto... és tão bonito!
Lembras-te do prometido? "Olhar-me com esses olhos transparentes; deixar cair as tralhas para que os teus braços me lacem; dar-me um beijo pequenino; agora o olhar da confirmação; agarrar-me com a força das saudades e fazer amor comigo ali... num abraço e num beijo, enquanto todo o nosso corpo se dá em perfeita juntura..."

Vem depressa, preciso tanto de ti, de ti todo, inteiro... já te disse que as saudades não me fazem bem?
Amo te

terça-feira, 24 de Março de 2009

Eu, falo demais

E se te faltar a coragem?
Falta.

Sentes a minha falta?
Fala!
Há qualquer coisa que me escapa...

...Quando de intempestivo, severo, quase grosseiro, passas a desarmado, esquivo e sussurras "Não tenho nada para dizer". Aí, dizes-me tudo.

Eu falo demais porque gosto de ti.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Debaixo do teu nariz


sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Lembras-te?

Indescritível...

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Uma amiga assim

Vi-a a primeira vez numa tarde solarenga, queria tanto vê-la. Caminhava na minha direcção, leve, elegante, tranquila... não era bem na minha direcção, era na dele, como se houvesse um spaghetti gigante ligando as suas bocas, apaixonados mordiam a distância. Os olhos não se distraiam. Invejei-a logo. Invejei-lhe o cabelo, um dos mais bonitos que já vi, cobicei-lhe as botas de montanhista, eu queria umas mesmo iguais àquelas, mas já não as usa. Passo a explicar, a minha teoria é que ela as usou enquanto andava à procura da montanha da sua vida, depois conheceu-o e não mais precisou delas. O bom gosto foi extensível a tudo o que calçou depois delas. E a elegância... grrr, magrinha e torneada, sem adereços tontos, roupas limpas, não é limpas de lavadas, quer dizer isso também, mas é limpas de marcas e brilhantes e desenhos... limpas como a sua alma, ela era tão simples. E tinha um cheirinho muito súbtil, como ela toda. Depois, conheci-a bem, vivemos muitos dias e muitas noites a quatro, eramos geniais. Deu-me cafés da Etiópia, chás de limonete, sopa de tomate (única e delciosa), a Little Annie... deu-me olhares, abraços, estendia-me a mão com vontade, não era frete, não senhor. Ela era cá de uma beleza e inteligência emocionais, que saudades. Invejei-lhe também os lábios carnudos e desenhados e as calças skinny, sim ela tinha pernas para usar dessas. Era culta e não arriscava quando não tinha a certeza. Não era gananciosa, não ligava muito ao dinheiro, uma vez saiu-lhe um poker de ases... e ela foi apostando, apostando como quem tinha apenas um par. Agora que nunca estou com ela, fico com tanta pena de não ter sido mais afectuosa... de não a ter mimado mais, de não lhe ter esborrachado as bochechas rosadas com beijinhos. Nunca soube se o podia ter feito, acho que sim, vi-a a ser tão maternal com outras pessoas. Ela sem querer esburacou-me a carapaça. Esta carapaça que tenho que afasta os outros. Ela foi uma amiga assim, assim daquelas com que se tem vontade de passar noites em branco, de saber tudo e contar tudo, porque ela sabe guardar segredos e não moraliza, ouve só e guarda. Querida H. apeteceu-me escrever isto... foi de rompante, estou a pressentir coisas. Gostava de te contar os meus segredos.

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

35 anos de um desejado dia 25

A mãe dele rezava terços ao borralho.
Calor que a enganava, rezas que a aqueciam.

O pai cavava.
Cada enxadada,
Cada menino de outro se enterrava.

Ela pura o esperava.
No lugar dos braços dele, só o tear encontrava.
Teceu tapetes que ele nunca pisou.
Teceu colchas para o eterno enxoval.

O único que ela amou, um barco o levou,
Só o trouxe o jornal.

Ela pura o espera...

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Solitáte

Do teu longe não se faz perto.
A tua ausência não aumenta o que a ti me une,
as saudades não me fazem bem.

Cresce a certeza da falta que me fazes,
cresce a dúvida... brotam hipóteses.

Idealizo a tua metade.
Realizo imagens tuas com ela.
Sinto o teu cheiro, cheirado por ela.
Sinto o teu laço, mas não em mim... na cintura dela.
Vejo-te seduzido, meloso, dengoso... como já não és comigo.
Que pesadelo antigo.

Vem para aqui.
Sussurra-me o que quero ouvir.
Não sussurres, por favor, grita!!

Uma vez passei por Lamego...

...e trouxe esta imagem "cómego" :)

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

O primeiro "CONTículO"

Subo, desço, sento-me no terceiro de nove degraus.
Na parede as minhas mãos encontram, de olhos fechados, o rasto distinto pelo tempo. Como encaixam bem, são sempre as minhas sozinhas.
No chão, os degraus descobrem-se onde os grãos de pó se casam em descontraída poligamia… As minhas pegadas robustas calcam e desenham o pó celibatário. Ficam marcadas.
Depois de mim, alguém passou. Sei-o pela parede, pelo seu murmurar amedrontado, que me faz reparar num rasto de mãos que não é meu.
No chão, pés limpos que repisam as pegadas já marcadas, não ficam registados. Alguém subiu a minha escada anonimamente.
Absurdo este… comodidade talvez? Pisar unicamente onde alguém já pisou.
Apanho-o ao descer.

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Para ti, meu amor

Derrete o teu corpo no meu,
Pára o rélogio que te guia, todo dia.

Agora é o tic-tac da cama que se ouve.
Lento, rápido, lento, rápido, mais rápido...
E quantos devaneios de prazer ávido.

Não acabou ainda,
uma gota de suor meu, as tuas brinda.
Mais uma e outra vez tictaqueia a cama.

Huuum...

Conseguimos.
Fizemos dos nossos relógios carnudos,
uma pendular orgia.

Acabamos.
Fumamos.
Cumplicemente, mudos...

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Telhas, telhado, tecto...e Céu!

Gosto das telhas, vermelho tijolo.
Não gosto que me obriguem a abriga-me sob um telhado.

Como são bonitos os tectos de estuque antigo trabalhado.
Como custa tocar-lhes.

Telhas, telhado, tecto...e Céu!

Obrigam-me a viver debaixo dele,
Flagelo-me por não o conseguir alcançar.

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Em Peste a contemplar Buda...

Algures do lado de cá foi gerado o ser mais perfeito e delicado e lindo que se viu...

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

o pequeno guerreiro do Minho

Olhos negros e rasgados.
Cabelo crespo e dourado.
Rosto alvo e rosado.
Corpo esguio e desenvolto.
Dedos nervosos em mãos ansiosas.
Pés desenhados, perfeitos...
Perninhas titubiantes,
Ao comando de vontades caprichosas.


Sim, um dia foste assim, meu pequeno guerreiro do Minho... Capricha sempre nas vontades.

sábado, 3 de Janeiro de 2009

Voa Martina, voa...


segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

o meu querido avô




Quando o modelo viu a obra final exclamou apenas "Está bonito, quem é? É o salazar?"

domingo, 21 de Dezembro de 2008

ensina-me a emudecer essas vozes

São tantas vozes…

Cedo-lhes um corpo.
Converto-as em gente,
Já só vozes não são.

Fustigam-me essas gentes que engendro.
Açoitam-me os medos…
Mas não temo.
Copulam meramente sob os meus cabelos.

Ensina-me a emudecer essas vozes…

meu amor, das trevas já experimentei

Que loucura se apodera de mim,
Que me faz sentir estranha e só.
Que me faz procurar um igual,
E não encontrar.
Olho em redor…
Não há quem me perceba,
Quem tenha apreço pelo que faço,
Não por ser belo,
Mas porque me arranca sempre um pedaço.

Se olhar de novo,
E se, a mim, te quiseres mostrar,
Talvez nos possamos encontrar.
Aí também vais deixar de ser estranho e só,
Vamo-nos aconchegar um no outro,
E viver a loucura que sobre nós paira.
Tudo o que disseres eu vou perceber,
Tudo o que fizeres eu vou apreciar,

Meu amor,
Eu também das trevas já experimentei.
E se pensar no nojo que metem estas alminhas…
Acho que até gostei.

sábado, 20 de Dezembro de 2008

vou-te desenhar uma flor

Vou-te desenhar uma flor,
Segue-me da raiz ao perfume.
Pára, concentra-te:
Finas linhas envoltas de terra,
Espreitam e se tornam grossas,
Agora não são térreamente escuras,
São verdinhas as linhas.
E ao lutar pelo calor, separam-se.
Quando fazem as pazes,
São de novo uma só linha.
Como se amor fizessem,
Dão à luz e ao calor,
O fruto do seu orgasmo,
Uma bela e tímida flor.
Primeiro cautelosa e de seda envolta,
Mas, mal vê quão bonito isto é ao nascer,
Desabrocha numa paleta de cores,
E que perfumadas tonalidades.
Cheira-a, inala cada cor.
A minha bela flor,
Não é eterna,
Cada dia perde uma pétala,
E quando olhares de novo,
Só as secas raízes restam dela.

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

"O discurso do coitadinho"

Uma pessoa, seguidora do meu blogue não assumida, disse-me, em privado, que a minha poesia e o meu discurso em geral estavam plenos do "discurso do coitadinho" e que eu devia ser uma pessoa muito triste e infeliz... E-R-R-A-D-O!! Felizmente, amo exacerbadamente e, sou muito bem amada, tenho uma família feliz, um filho que nem sei adjectivar de tão delicioso que é, sou quasi-realizada profissionalmente...

Não sei escrever sobre coisas bonitas... nunca escrevi sobre o meu amor, nunca escrevi sobre o meu filho... e são as únicas coisas que deveras me importam nesta sumária existência .

Ao longo do dia tenho picos de felicidade, felicidade infantil, imatura, arrebatadora, absorta... nesses picos sou feliz, sou mesmo feliz. Não obstante as vivências que deixam marcas, e são essas marcas que tento esconjurar...

Aqui, neste blogue, não quero que me façam psicanálise, não quero que dissequem a minha pessoa, isso faço eu melhor que ninguém. Quero poder partilhar os meus poemas, fotografias, quadros, quero-os à prova... só isso, quero expô-los à crítica não coada...

Faço-me entender?

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Martina entorpecida pelo Camus


Mais do que entorpecida "sensual e bela de afagos e pose" por José Movilha

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

O melhor presente


A minha família feita por alguém muito especial e riscada pela minha prima de três anos ... Sabes comadre, eu olho para este presente e é a ti que vejo *

Este singelo retrato envaidece-me muito... obrigada

Uma senhora


Esmago nas mãos o tabaco blasfemado

Dou por mim a enrolar mais um cigarro...
Esmago nas mãos o tabaco blasfemado.
Amordaço-o com vontade!
Sai de mim tão perfeitinho…
Dá gosto contemplá-lo.
Mas para quê tanta perícia,
Se em duas ou três inspirações,
E três ou quatro baforadas…
Ele não é mais do que nada?!
De súbito ao apagá-lo,
Sujo as mãos de cinza sua.
Percebo então que há sempre algo que nunca abala…

Certo dia passei por lá

Certo dia passei por lá.
Vi-o sentado como sempre.
Olhou-me com aqueles olhos dormentes,
De quem só olha e já nada sente.

A mim não esticou a mão...

Ainda assim deixei-o mal…
Logo lhe mandei uma moeda,
Que não lhe caiu no papelão.
Foi certeira ao orgulho,
Foi certeira ao coração.

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Sou pouco mais do que a pele torneia

Chega.
Imploro-te! Por hoje chega.

Já não tenho mais subterfúgios.
Já não tenho orgulho.
Já não tenho personalidade…
Já não sou uma pessoa como outra qualquer.

Sou agora um corpo com apelidos,
Largados à mais asquerosa criatividade.
Sou tudo o que me quiserem chamar.
Já não sou eu.

Sou pouco mais do que a pele torneia…
Já nem é sangue o que me corre nas veias.
São só lágrimas pela vossa razão abafadas.

Já não tenho mais evasivas,
Esgotei-as nos meus vis pensamentos.
Já não sou nada.
Não há argúcia que me valha.

Mas, porque é que não me deixam ser nada?
Chega! Por hoje chega…
Estou empanturrada de só contemplar falhas!

Um cinzeiro

Um cinzeiro é tudo o que peço.
Um cemitério descartável de fugazes viagens.

O roteiro dos sujos corpos,
precisa de ser enterrado.

Não pede misericordiosa missa,
pede somente... um buraco no esquecimento.

Entanto, o passado não se descarta.
Não se enterra o que tão bem na mente escava.

domingo, 14 de Dezembro de 2008

George Orwell


Este é o George Orwell, por mim...


Nasceu em 1903 e morreu em 1950, tempo suficiente para nos deixar obras brilhantes. A sua vida é para mim fascinante. Foi bafejado pela sorte ao ter Aldous Huxley como professor...

retratos de um passado meu


Encontrei isto numa caixa poeirenta de uma tia-avó...

sábado, 13 de Dezembro de 2008

Sonhar

Sonhar,
Deixo-me ir para lá da ampulheta.
Sou sugada por uma vida que não é minha,
Mas que vivo enquanto penso.
Cristalizo cada momento,
Que bom que é ter poder sobre o tempo.
Estou capaz de não acordar,
se o fizer entro em desacordo com aquilo que sou quando não sonho...

Não sei o que lhe chamar...


... é só um pormenor recortado de uma grande (tentativa) tela!

Um senhor


Reunião geral de professores


Aqui vai o resultado de uma reunião geral de professores de duas horas...

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

parabéns comadrecita e mano vi

bem, quero aqui prestar homenagem a duas pessoas maravilhosas!

A minha comadrecita fragilita frau Helga =) Ela fez anos no dia 3 de Dezembro, parabéns. Como a minha vida está cheia de prioridades parvas e moleza e comodismos não lhe dei os parabéns, e foi passando o tempo e às tantas já tinha vergonha de ligar... Adoro te e tenho saudades tuas, és única e tens um coração que mal cabe nos teus 50 kg. Parabéns *

Ao meu mano Vitinho, ele fez anos no dia 9... também não o assinalei: DESCULPA! Um beijo enorme desta família que gosta tanti tanti de ti* Espero que estejas e sejas feliz... *

Estas duas pessoas mais o compadre e o pai do meu filhote, fizeram dos nove meses da minha gravidez, o ínicio da melhor temporada da minha vida... obrigada por isso, não vos esqueço*

Sem título

Outrora forte.
Agora sem vida, tudo é cinza...
deixada aqui, aqui esquecida.

Foram tantos os desenganos, quantos são os débeis ramos,
Que abanam ao passar do fumo,
Vapor que tudo leva...

...e se encarrega de nos mostrar que mais do que fumo não somos.

Ter um blog II

Gostava de poder partilhar também fotos minhas, do meu filho, desenhos... quadros...tudo, mas depois fico com medo. E se algo me é usurpado? E se me arrependo?

Mas também, andamos sempre a roubar coisas uns aos outros... frases, pensamentos, estilos, gargalhadas... IDEIAS E IDEAIS.... será que ainda se inventam coisas?? eu descobri que sim... tive um filho :) mas antes disso estava convencida que não...

Ter um blog

visito vários blogs regularmente, pensava muito em ter um, mas depois achava que já não queria, até que... aqui está ele. Era cobarde espreitar tantos blogs, e não ter um para ser espreitado e criticado e...e...e....!

Sou muito muuito muuuito vaidosa e sensível à crítica alheia... e, como tudo o que faço ou deixo de fazer é criticável... vamos poder faze-lo aqui!

Não sei bem como vai ser, vou deixando pensamentos e opiniões...

ok, está oficialmente apresentado!

cumprimentos a todos