domingo, 8 de Novembro de 2009
Te quiero
Diz como quem suplica, como quem morde.
Embebeda-me o sopro, quente cacau,
Que traz compassos hispânicos no verbo.
Piso-lhe os pés miúdos na rumba,
Durante o entrelaço de narizes.
E no beijo que não se deu,
Peço-lhe que guarde o meu olhar servo...
Ela sibila... te quiero.
Pele
Da mão que não sinto,
Do entrelaço asfixiante.
Sentimento enfermo, a saudade.
Já não escrevo, já não pinto.
Já não canto, já não danço.
Só te espero.
Sentimento vivo, a saudade.
Que longe me pareces, a um dia-luz de caminho. Deixa os Neandertais e vem para aqui. Ai a saudade, que sentimento intruso este. E o tempo casmurro que não se vai.
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Desabafo que não me envaidece
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Viandante
Anseio-te aqui dentro.
Como amor, amante e de meu corpo, viandante!
Em cada trinca na minha carne,
Quero boatos orvalhados e soalheiros.
Fragrâncias antípodas e nativas,
Como só tu sabes amalgamar.
Quero autenticar a poeira de aquém no teu suor,
Saborear nas tuas palavras sublimadas o que não vi.
Saber-me ininterruptamente ao pé de ti.
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Nevoeiro de Laboreiro
Fiz parte de uma narrativa,
onde se combinaram medos e amores.
De cada vez que o nevoeiro se ia,
no retrato era um apaixonado que se via.
Porém, quando tudo se escondia na túnica branca,
vinha o medo, vinha o pranto...
e um vulto supliciado que se desvendava na fotografia.
Pensamento
domingo, 20 de Setembro de 2009
Menino da feira
Olhos gitanos e voláteis.
Duzentas feiras no currículo.
Léxico restrito.
Pregão fácil e meneio vivo.
Sabe de cor o dinheiro.
Longe da asa do criador altivo,
É feliz o menino da feira,
Com o seu mealheiro na algibeira.
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Retalhos do meu Verão pelo país País
domingo, 23 de Agosto de 2009
Desinteligências
terça-feira, 21 de Julho de 2009
TU
Rasgaste com querer a carne do meu ventre,
Redesenhando-me contornos,
Adulterando-me o corpo.
Passou o vento, passou o tempo…
Longe vai a hora não pequena.
As linhas rubras caiaram,
A carcaça cinzelou.
O útero cospe um fecundo grito.
Como ele te amou! …
segunda-feira, 20 de Julho de 2009
Um D.João VI

segunda-feira, 13 de Julho de 2009
domingo, 5 de Julho de 2009
Linguagem
A gestual confunde.
A corporal inibe.
A verbal arrasa.
Não entendo nada.
Onde ficaram cativas as palavras nossas?
O corpo sempre quente e pronto?
Os olhares doces e protectores?
Tudo agora anda em confronto.
Bem sei que não me entendes...
Toca com a tua língua na minha e diz-me o que pretendes!...
sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Malandra desocupada
No banco do adro da igreja sentada,
Calada e absorta,
Sou voyeur de uma cidade solta.
Apoquento os apressados.
Descalça e a escrever,
Pensam-me uma malandra desocupada.
Olham uma e outra vez,
Espreitam em desrespeito.
Ouço um "boa tarde" desconfiado
e curioso dos meus feitos.
Mas ao invés de perguntar,
Discutem-me o destino.
Ouço-os sibilar,
E tantos defeitos estão eles a apontar...
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Rimas "à lá minute"
Um pé de dedos feios,de unhas enfeitados.
Vejo eu aqui de cima,
por entre a saia aos quadrados.
O outro não o vejo,
tem nele o meu lindo corpo sentado.
Dormente já o sinto,
é muito peso para o coitado.
segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Cansados
Não encaixam as gretas das mãos,
Cansadas.
Já não as dão.
Já não se dão.
Não se tocam.
A pele,
Uma rugosa outra sulcada,
Está cansada.
Tal e qual o coração.
domingo, 28 de Junho de 2009
O ter de ser
Gaveta.
Taxonomia.
Dogma.
Norma.
Regra.
Perfeição.
Cega.
Forma.
Apatia.
Anorexia.
Solidão.
...evasão?...
Não! Merda! A puta da resignação.
O que fazer quando começas a duvidar dos óbvios da existência?
Disse o tapete
Não fiquei no chão, que vitória!...
Hoje, o tapete deu uma ajuda e não me quis.
Diz que já vivemos a nossa história.
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Um presente de boas-vindas para a mini-sereia Patrícia
quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Na menopausa de um amor
quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Tenho de partilhar...
A H por ela...


Eu por ela.... todos com um doce toque egípcio!... Tinha de partilhar, tanto isto me envaidece. *
segunda-feira, 15 de Junho de 2009
segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Carne
Sais do mar temperada,
Com os mamilos espetados nos triângulos molhados.
Meço a tua carne.
Faço contas...
O meu abraço sobra na tua cintura,
Mas não chega para laçar as tuas ancas.
Generosas ancas!...
Não...Não fales.
Sabes que eu não-falo.
E prefiro beber o teu suor às tuas palavras.
terça-feira, 26 de Maio de 2009
Presentes especiais
Espreitem os blogues da comadre e do compadre:
segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Cenário
No chão dois corpos magenta colados.
Nas mãos carne quente e húmida fervilha.
Da boca escorrem gemidos tintos.
Na alma rebentam desejos famintos.
(A ti e a tudo o que me fazes escrever)
domingo, 24 de Maio de 2009
Há um ano atrás
Às 23h e 05m nascia o Zarco... depois de um enfermeiro de mais de 100 kg ter levado muita porrada minha e ter depositado a força do seu peso na minha barriga. O J. estava atónito, apático, branco e roxo... aflito, quase nos perdia... chegou cá fora e disse "Eu.... eu, eu não quero mais filhos..."
Custou muito, depois de nove meses maravilhosos, doze horas aterradoras... que culminaram com uma terrível falta de paciência e respeito pela mãe Natureza.
E pronto, parir é mágico e muito doloroso...
Parabéns ao meu guerreiro de olhos não garços. Se o nome influi no futuro de um indivíduo, o meu pequeno tem nome de guerreiro e de descobridor... gostava que ele descobrisse a felicidade e guerreasse muito ao longo da vida!
Eu estou cá para amar os seus defeitos, falhas, derrotas, frustrações... eu sou dele, ele não é meu... não é de ninguém, é livre.
quarta-feira, 13 de Maio de 2009
segunda-feira, 11 de Maio de 2009
A saudade de Ricardo Reis ilustrada por mim

Saudade
Deixei que dos teus olhos se soltassem mares de palavras enfeitados.
Os teus cabelos soltam praias perfumadas com as brisas do teu cheiro.
Nos teus lábios, um sabor a madrugadas de beijos acordados ao luar.
No teu peito crescem dunas alisadas pelos ventos da tua ausência.
sexta-feira, 8 de Maio de 2009
quarta-feira, 6 de Maio de 2009
A dança dos nossos fumos
Abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se e...
Desaparecem.
Gostava que um dia,
Também eu e tu,
Desaparecêssemos assim... juntos!
sábado, 2 de Maio de 2009
Fantasmas malditos
Mudem-se para outro umbigo!!
Espectros que assombram tudo:
O que sinto, o que penso e o que digo...
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Até chegar o atrasado amanhecer
Ao me agarrar a mão sem permissão?
O coração logo se deixa levar,
Mas há algo que diz para me quedar.
Fico num dúbio desacerto.
Já não sei discernir,
O que posso ou não fazer!
Mas, se só vivo porque tenho coração,
Então leva-me meu amor,
Leva-me até chegar o atrasado amanhecer,
Que na aurora traz a razão.
Apanha-me sono
Não quero inventariar,
A porcaria que foi o meu dia.
Vou quando o sono me apanhar,
Quando não me der conta que penso…
Não, não me obrigues…!
Por favor…
Não sabes como custa.
Deixa-me para aqui…
Vai tu sonhar.
Daqui a pouco,
Quando eu já não pensar…encontro-te.
terça-feira, 21 de Abril de 2009
...porque afinal sou uma alegre parva!
Quando pensava que o mundo me amava.
Foi preciso que alguém me tramasse,
para que desastrosamente confirmasse,
que afinal eu não passava de uma alegre parva.
domingo, 19 de Abril de 2009
Desabotoados
Não olhes para o firmamento.
O que há lá que te valha?
O que houver é na Terra,
Para lá dela não há nada.
2.
Não percebo o meu apetite,
Ainda assim sinto-o especial.
Talvez baste um palpite,
Para que a refeição não acabe mal.
3.
Que olhar é esse?
Tem tanto de não querer dizer,
Como de ansiedade em revelar.
Não é um brilho desinteressado,
É um esconderijo,
Que desarmado deixa o meu olhar.
Até quando me pretendes ofuscar?
4.
Andamos às voltas.
A fugir de nós e dos outros,
E de vultos trôpegos,
Escondidos dentro da roda que cada volta forma.
sábado, 18 de Abril de 2009
sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Ele, aquele...ele!

Ele...
...é lindo, tem olhos transparentes à sombra de uma só sobrancelha. De Inverno parece um pescador norueguês e, de Verão, um índio taino, apesar de ter corpo de aborígene australiano. A barba tem todas as cores do pôr-do-sol. Na cabeça tem ondas torbulentas (dentro e fora dela).
É genial, culto, inteligente, crítico, viajado, interessado, temperamental, tem um olhar fotográfico, não sabe onde arrumar os livros todos que tem... deseja ardentemente viver mais duas ou três vidas para os ler todos.
Já é crescidinho mas diz orgulhoso "pá, nunca me dão mais do que vinte cinco, vinte seis anos".
Anda a descobrir esqueletos e artefactos milenares escondidos em terra de oliveiras...que inveja.
Com ele, posso aterrar numa qualquer capital de leste, às onze da noite, sem mapa na mão, só com a mochila às costas, e sentir-me segura... ele sabe sempre o que fazer e como fazer, mesmo que tenha de andar vários quilómetros (de mochila às costas) até a um monumento visível porque "ali há, certamente, um posto de turismo".
Tem cadernos e cadernos e caderninhos de poemas e romances e frases e pensamentos e quando éramos só dois, adormeceu-me assim muitas vezes... com aquela voz rouca e projectada.
Ele... tem qualquer coisa de James Dean, cruzado com Benicio del Toro. É um bocadinho marreco, é de família, diz ele. Nem os meus "abraços de esmagar ossos" o endireitam...
Amor, quando é que vamos beber Zlatorogs, com os pés molhados pelo Adriático??!
Um beijo
quarta-feira, 15 de Abril de 2009
terça-feira, 14 de Abril de 2009
Porque nem sempre fui feliz
E um sorriso?
Muito mal devo eu estar,
quando perante isso,
também eu não sorriu.
Estou cansada...
Farta de olhar no espelho,
e não ser capaz de gostar.
Quase tenho pena de mim.
Pena por não ser capaz de fugir.
O peso de alguém desiludir,
todos os dias me faz cá ficar.
Não há solidão como esta.
Quando o corpo é merda,
e do intelecto pouco resta.
Só me sei lamentar.
O que está feito,
para sempre há-de estar.
Não tenho autorização sobre mim,
Roubaram-me o corpo e a alma de arrasto.
Levanto-me todos os dias,
com as pernas de quem me deu a vida.
Quando isso não bastar,
deixarei de ser uma pseudo suicida.
segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Alguém me disse que a Nina Simone procurava um menino azul...
A tua respiração
E quando não estás, meto-me dentro do teu pijama, respiro a tua almofada e abraço com uma força umbilical o teu filho, que, por sorte, também é o meu.
Saudades, meu génio crespo de olhos garços.
A minha Nina Simone

Cá estou eu a vê-los passar
Já nem sei quantos são,
Tão pouco eles me trazem.
É igual se vêm pintados ou cinzentos,
Em mim a sua cor não entra...
Desisti da velha crença,
De que à sua passagem tudo fica são.
São eles que me vêem vaguear.
Já não sabem quem sou.
Já nada lhes dou...
quinta-feira, 2 de Abril de 2009
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
terça-feira, 31 de Março de 2009
Mãos farpadas
"Sabes lá roçar a terra..."
"E os rios de Angola, sabes?"
"Fiz a 4ª classe com distinção..."
"Com as oportunidades que te deram, eu tinha chegado a presidente..."
Neste mundo de doutores, avô, nunca te cales... pudera eu ter nas minhas mãos a sabedoria que as tuas encerram!
domingo, 29 de Março de 2009
Lembras-te do prometido?
terça-feira, 24 de Março de 2009
Eu, falo demais
Falta.
Sentes a minha falta?
Fala!
Há qualquer coisa que me escapa...
...Quando de intempestivo, severo, quase grosseiro, passas a desarmado, esquivo e sussurras "Não tenho nada para dizer". Aí, dizes-me tudo.
Eu falo demais porque gosto de ti.
sexta-feira, 20 de Março de 2009
sábado, 28 de Fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Uma amiga assim
sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
35 anos de um desejado dia 25
Calor que a enganava, rezas que a aqueciam.
O pai cavava.
Cada enxadada,
Cada menino de outro se enterrava.
Ela pura o esperava.
No lugar dos braços dele, só o tear encontrava.
Teceu tapetes que ele nunca pisou.
Teceu colchas para o eterno enxoval.
O único que ela amou, um barco o levou,
Só o trouxe o jornal.
Ela pura o espera...
domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Solitáte
A tua ausência não aumenta o que a ti me une,
as saudades não me fazem bem.
Cresce a certeza da falta que me fazes,
cresce a dúvida... brotam hipóteses.
Idealizo a tua metade.
Realizo imagens tuas com ela.
Sinto o teu cheiro, cheirado por ela.
Sinto o teu laço, mas não em mim... na cintura dela.
Vejo-te seduzido, meloso, dengoso... como já não és comigo.
Que pesadelo antigo.
Vem para aqui.
Sussurra-me o que quero ouvir.
Não sussurres, por favor, grita!!
sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
O primeiro "CONTículO"
Na parede as minhas mãos encontram, de olhos fechados, o rasto distinto pelo tempo. Como encaixam bem, são sempre as minhas sozinhas.
No chão, os degraus descobrem-se onde os grãos de pó se casam em descontraída poligamia… As minhas pegadas robustas calcam e desenham o pó celibatário. Ficam marcadas.
Depois de mim, alguém passou. Sei-o pela parede, pelo seu murmurar amedrontado, que me faz reparar num rasto de mãos que não é meu.
No chão, pés limpos que repisam as pegadas já marcadas, não ficam registados. Alguém subiu a minha escada anonimamente.
Absurdo este… comodidade talvez? Pisar unicamente onde alguém já pisou.
Apanho-o ao descer.
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Para ti, meu amor
Pára o rélogio que te guia, todo dia.
Agora é o tic-tac da cama que se ouve.
Lento, rápido, lento, rápido, mais rápido...
E quantos devaneios de prazer ávido.
Não acabou ainda,
uma gota de suor meu, as tuas brinda.
Mais uma e outra vez tictaqueia a cama.
Huuum...
Conseguimos.
Fizemos dos nossos relógios carnudos,
uma pendular orgia.
Acabamos.
Fumamos.
Cumplicemente, mudos...
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Telhas, telhado, tecto...e Céu!
Não gosto que me obriguem a abriga-me sob um telhado.
Como são bonitos os tectos de estuque antigo trabalhado.
Como custa tocar-lhes.
Telhas, telhado, tecto...e Céu!
Obrigam-me a viver debaixo dele,
Flagelo-me por não o conseguir alcançar.
sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
o pequeno guerreiro do Minho
Cabelo crespo e dourado.
Rosto alvo e rosado.
Corpo esguio e desenvolto.
Dedos nervosos em mãos ansiosas.
Pés desenhados, perfeitos...
Perninhas titubiantes,
Ao comando de vontades caprichosas.
Sim, um dia foste assim, meu pequeno guerreiro do Minho... Capricha sempre nas vontades.
sábado, 3 de Janeiro de 2009
segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
domingo, 21 de Dezembro de 2008
ensina-me a emudecer essas vozes
Cedo-lhes um corpo.
Converto-as em gente,
Já só vozes não são.
Fustigam-me essas gentes que engendro.
Açoitam-me os medos…
Mas não temo.
Copulam meramente sob os meus cabelos.
Ensina-me a emudecer essas vozes…
meu amor, das trevas já experimentei
Que me faz sentir estranha e só.
Que me faz procurar um igual,
E não encontrar.
Olho em redor…
Não há quem me perceba,
Quem tenha apreço pelo que faço,
Não por ser belo,
Mas porque me arranca sempre um pedaço.
Se olhar de novo,
E se, a mim, te quiseres mostrar,
Talvez nos possamos encontrar.
Aí também vais deixar de ser estranho e só,
Vamo-nos aconchegar um no outro,
E viver a loucura que sobre nós paira.
Tudo o que disseres eu vou perceber,
Tudo o que fizeres eu vou apreciar,
Meu amor,
Eu também das trevas já experimentei.
E se pensar no nojo que metem estas alminhas…
Acho que até gostei.
sábado, 20 de Dezembro de 2008
vou-te desenhar uma flor
Segue-me da raiz ao perfume.
Pára, concentra-te:
Finas linhas envoltas de terra,
Espreitam e se tornam grossas,
Agora não são térreamente escuras,
São verdinhas as linhas.
E ao lutar pelo calor, separam-se.
Quando fazem as pazes,
São de novo uma só linha.
Como se amor fizessem,
Dão à luz e ao calor,
O fruto do seu orgasmo,
Uma bela e tímida flor.
Primeiro cautelosa e de seda envolta,
Mas, mal vê quão bonito isto é ao nascer,
Desabrocha numa paleta de cores,
E que perfumadas tonalidades.
Cheira-a, inala cada cor.
A minha bela flor,
Não é eterna,
Cada dia perde uma pétala,
E quando olhares de novo,
Só as secas raízes restam dela.
sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
"O discurso do coitadinho"
Não sei escrever sobre coisas bonitas... nunca escrevi sobre o meu amor, nunca escrevi sobre o meu filho... e são as únicas coisas que deveras me importam nesta sumária existência .
Ao longo do dia tenho picos de felicidade, felicidade infantil, imatura, arrebatadora, absorta... nesses picos sou feliz, sou mesmo feliz. Não obstante as vivências que deixam marcas, e são essas marcas que tento esconjurar...
Aqui, neste blogue, não quero que me façam psicanálise, não quero que dissequem a minha pessoa, isso faço eu melhor que ninguém. Quero poder partilhar os meus poemas, fotografias, quadros, quero-os à prova... só isso, quero expô-los à crítica não coada...
Faço-me entender?
quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
O melhor presente

Esmago nas mãos o tabaco blasfemado
Esmago nas mãos o tabaco blasfemado.
Amordaço-o com vontade!
Sai de mim tão perfeitinho…
Dá gosto contemplá-lo.
Mas para quê tanta perícia,
Se em duas ou três inspirações,
E três ou quatro baforadas…
Ele não é mais do que nada?!
De súbito ao apagá-lo,
Sujo as mãos de cinza sua.
Percebo então que há sempre algo que nunca abala…
Certo dia passei por lá
Vi-o sentado como sempre.
Olhou-me com aqueles olhos dormentes,
De quem só olha e já nada sente.
A mim não esticou a mão...
Ainda assim deixei-o mal…
Logo lhe mandei uma moeda,
Que não lhe caiu no papelão.
Foi certeira ao orgulho,
Foi certeira ao coração.
segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Sou pouco mais do que a pele torneia
Imploro-te! Por hoje chega.
Já não tenho mais subterfúgios.
Já não tenho orgulho.
Já não tenho personalidade…
Já não sou uma pessoa como outra qualquer.
Sou agora um corpo com apelidos,
Largados à mais asquerosa criatividade.
Sou tudo o que me quiserem chamar.
Já não sou eu.
Sou pouco mais do que a pele torneia…
Já nem é sangue o que me corre nas veias.
São só lágrimas pela vossa razão abafadas.
Já não tenho mais evasivas,
Esgotei-as nos meus vis pensamentos.
Já não sou nada.
Não há argúcia que me valha.
Mas, porque é que não me deixam ser nada?
Chega! Por hoje chega…
Estou empanturrada de só contemplar falhas!
Um cinzeiro
Um cemitério descartável de fugazes viagens.
O roteiro dos sujos corpos,
precisa de ser enterrado.
Não pede misericordiosa missa,
pede somente... um buraco no esquecimento.
Entanto, o passado não se descarta.
Não se enterra o que tão bem na mente escava.
domingo, 14 de Dezembro de 2008
George Orwell

sábado, 13 de Dezembro de 2008
Sonhar
Deixo-me ir para lá da ampulheta.
Sou sugada por uma vida que não é minha,
Mas que vivo enquanto penso.
Cristalizo cada momento,
Que bom que é ter poder sobre o tempo.
Estou capaz de não acordar,
se o fizer entro em desacordo com aquilo que sou quando não sonho...
quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
parabéns comadrecita e mano vi
A minha comadrecita fragilita frau Helga =) Ela fez anos no dia 3 de Dezembro, parabéns. Como a minha vida está cheia de prioridades parvas e moleza e comodismos não lhe dei os parabéns, e foi passando o tempo e às tantas já tinha vergonha de ligar... Adoro te e tenho saudades tuas, és única e tens um coração que mal cabe nos teus 50 kg. Parabéns *
Ao meu mano Vitinho, ele fez anos no dia 9... também não o assinalei: DESCULPA! Um beijo enorme desta família que gosta tanti tanti de ti* Espero que estejas e sejas feliz... *
Estas duas pessoas mais o compadre e o pai do meu filhote, fizeram dos nove meses da minha gravidez, o ínicio da melhor temporada da minha vida... obrigada por isso, não vos esqueço*
Sem título
Agora sem vida, tudo é cinza...
deixada aqui, aqui esquecida.
Foram tantos os desenganos, quantos são os débeis ramos,
Que abanam ao passar do fumo,
Vapor que tudo leva...
...e se encarrega de nos mostrar que mais do que fumo não somos.
Ter um blog II
Mas também, andamos sempre a roubar coisas uns aos outros... frases, pensamentos, estilos, gargalhadas... IDEIAS E IDEAIS.... será que ainda se inventam coisas?? eu descobri que sim... tive um filho :) mas antes disso estava convencida que não...
Ter um blog
Sou muito muuito muuuito vaidosa e sensível à crítica alheia... e, como tudo o que faço ou deixo de fazer é criticável... vamos poder faze-lo aqui!
Não sei bem como vai ser, vou deixando pensamentos e opiniões...
ok, está oficialmente apresentado!
cumprimentos a todos




















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