Quero ser bicho, pedra, boneco.
Inimputável viver.
Na verdade quero o transacto.
Roer as pontas que me cravam.
Arestas, vértices, ângulos apertados…
Sou matemática, problemática e pouco exacta.
Não quero isto, quero aquilo:
- Arquitecta, bailarina, médica, indigente…
Macho, travesti, presidente.
A Beauvoir a Lispector,
Um Nietszche niilista,
O Pessoa, o Sá-Carneiro, até o Camões…
Quero-os fora de mim.
Cabrões.
Não sou feliz com o ateísmo do meu pai
Quero o cristianismo zonzo da minha mãe.
Culpa, consciência e punições…
Tenho-os todos afinal e só a mim faço o mal.
E tu, não me apresentes mais pensadores.
Na última página jamais vi a luz,
Só sombrios pedaços de mim.
Arcanos castradores.
domingo, 11 de abril de 2010
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