
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
ensina-me a emudecer essas vozes
São tantas vozes…
Cedo-lhes um corpo.
Converto-as em gente.
Já só vozes não são.
Fustigam-me essas gentes que engendro.
Açoitam-me os medos…
Mas não temo.
Copulam meramente sob os meus cabelos.
Ensina-me a emudecer essas vozes…
meu amor, das trevas já experimentei
Que loucura se apodera de mim,
Que me faz sentir estranha e só.
Que me faz procurar um igual,
E não encontrar.
Olho em redor…
Não há quem me perceba,
Quem tenha apreço pelo que faço,
Não por ser belo,
Mas porque me arranca sempre um pedaço.
Se olhar de novo,
E se, a mim, te quiseres mostrar,
Talvez nos possamos encontrar.
Aí também vais deixar de ser estranho e só,
Vamo-nos aconchegar um no outro,
E viver a loucura que sobre nós paira.
Tudo o que disseres eu vou perceber,
Tudo o que fizeres eu vou apreciar,
Meu amor,
Eu também das trevas já experimentei.
E se pensar no nojo que metem estas alminhas…
Acho que até gostei.
Que me faz sentir estranha e só.
Que me faz procurar um igual,
E não encontrar.
Olho em redor…
Não há quem me perceba,
Quem tenha apreço pelo que faço,
Não por ser belo,
Mas porque me arranca sempre um pedaço.
Se olhar de novo,
E se, a mim, te quiseres mostrar,
Talvez nos possamos encontrar.
Aí também vais deixar de ser estranho e só,
Vamo-nos aconchegar um no outro,
E viver a loucura que sobre nós paira.
Tudo o que disseres eu vou perceber,
Tudo o que fizeres eu vou apreciar,
Meu amor,
Eu também das trevas já experimentei.
E se pensar no nojo que metem estas alminhas…
Acho que até gostei.
sábado, 20 de dezembro de 2008
vou-te desenhar uma flor
Vou-te desenhar uma flor,
Segue-me da raiz ao perfume.
Pára, concentra-te:
Finas linhas envoltas de terra,
Espreitam e se tornam grossas,
Agora não são térreamente escuras,
São verdinhas as linhas.
E ao lutar pelo calor, separam-se.
Quando fazem as pazes,
São de novo uma só linha.
Como se amor fizessem,
Dão à luz e ao calor,
O fruto do seu orgasmo,
Uma bela e tímida flor.
Primeiro cautelosa e de seda envolta,
Mas, mal vê quão bonito isto é ao nascer,
Desabrocha numa paleta de cores,
E que perfumadas tonalidades.
Cheira-a, inala cada cor.
A minha bela flor,
Não é eterna,
Cada dia perde uma pétala,
E quando olhares de novo,
Só as secas raízes restam dela.
Segue-me da raiz ao perfume.
Pára, concentra-te:
Finas linhas envoltas de terra,
Espreitam e se tornam grossas,
Agora não são térreamente escuras,
São verdinhas as linhas.
E ao lutar pelo calor, separam-se.
Quando fazem as pazes,
São de novo uma só linha.
Como se amor fizessem,
Dão à luz e ao calor,
O fruto do seu orgasmo,
Uma bela e tímida flor.
Primeiro cautelosa e de seda envolta,
Mas, mal vê quão bonito isto é ao nascer,
Desabrocha numa paleta de cores,
E que perfumadas tonalidades.
Cheira-a, inala cada cor.
A minha bela flor,
Não é eterna,
Cada dia perde uma pétala,
E quando olhares de novo,
Só as secas raízes restam dela.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
"O discurso do coitadinho"
Uma pessoa, seguidora do meu blogue não assumida, disse-me, em privado, que a minha poesia e o meu discurso em geral estavam plenos do "discurso do coitadinho" e que eu devia ser uma pessoa muito triste e infeliz... E-R-R-A-D-O!! Felizmente, amo exacerbadamente e, sou muito bem amada, tenho uma família feliz, um filho que nem sei adjectivar de tão delicioso que é, sou quasi-realizada profissionalmente...
Não sei escrever sobre coisas bonitas... nunca escrevi sobre o meu amor, nunca escrevi sobre o meu filho... e são as únicas coisas que deveras me importam nesta sumária existência .
Ao longo do dia tenho picos de felicidade, felicidade infantil, imatura, arrebatadora, absorta... nesses picos sou feliz, sou mesmo feliz. Não obstante as vivências que deixam marcas, e são essas marcas que tento esconjurar...
Aqui, neste blogue, não quero que me façam psicanálise, não quero que dissequem a minha pessoa, isso faço eu melhor que ninguém. Quero poder partilhar os meus poemas, fotografias, quadros, quero-os à prova... só isso, quero expô-los à crítica não coada...
Faço-me entender?
Não sei escrever sobre coisas bonitas... nunca escrevi sobre o meu amor, nunca escrevi sobre o meu filho... e são as únicas coisas que deveras me importam nesta sumária existência .
Ao longo do dia tenho picos de felicidade, felicidade infantil, imatura, arrebatadora, absorta... nesses picos sou feliz, sou mesmo feliz. Não obstante as vivências que deixam marcas, e são essas marcas que tento esconjurar...
Aqui, neste blogue, não quero que me façam psicanálise, não quero que dissequem a minha pessoa, isso faço eu melhor que ninguém. Quero poder partilhar os meus poemas, fotografias, quadros, quero-os à prova... só isso, quero expô-los à crítica não coada...
Faço-me entender?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Esmago nas mãos o tabaco blasfemado
Dou por mim a enrolar mais um cigarro...
Esmago nas mãos o tabaco blasfemado.
Amordaço-o com vontade!
Sai de mim tão perfeitinho…
Dá gosto contemplá-lo.
Mas para quê tanta perícia,
Se em duas ou três inspirações,
E três ou quatro baforadas…
Ele não é mais do que nada?!
De súbito ao apagá-lo,
Sujo as mãos de cinza sua.
Percebo então que há sempre algo que nunca abala…
Esmago nas mãos o tabaco blasfemado.
Amordaço-o com vontade!
Sai de mim tão perfeitinho…
Dá gosto contemplá-lo.
Mas para quê tanta perícia,
Se em duas ou três inspirações,
E três ou quatro baforadas…
Ele não é mais do que nada?!
De súbito ao apagá-lo,
Sujo as mãos de cinza sua.
Percebo então que há sempre algo que nunca abala…
Certo dia passei por lá
Certo dia passei por lá.
Vi-o sentado como sempre.
Olhou-me com aqueles olhos dormentes,
De quem só olha e já nada sente.
A mim não esticou a mão...
Ainda assim deixei-o mal…
Logo lhe mandei uma moeda,
Que não lhe caiu no papelão.
Foi certeira ao orgulho,
Foi certeira ao coração.
Vi-o sentado como sempre.
Olhou-me com aqueles olhos dormentes,
De quem só olha e já nada sente.
A mim não esticou a mão...
Ainda assim deixei-o mal…
Logo lhe mandei uma moeda,
Que não lhe caiu no papelão.
Foi certeira ao orgulho,
Foi certeira ao coração.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Sou pouco mais do que a pele torneia
Chega.
Imploro-te! Por hoje chega.
Já não tenho mais subterfúgios.
Já não tenho orgulho.
Já não tenho personalidade…
Já não sou uma pessoa como outra qualquer.
Sou agora um corpo com apelidos,
Largados à mais asquerosa criatividade.
Sou tudo o que me quiserem chamar.
Já não sou eu.
Sou pouco mais do que a pele torneia…
Já nem é sangue o que me corre nas veias.
São só lágrimas pela vossa razão abafadas.
Já não tenho mais evasivas,
Esgotei-as nos meus vis pensamentos.
Já não sou nada.
Não há argúcia que me valha.
Mas, porque é que não me deixam ser nada?
Chega! Por hoje chega…
Estou empanturrada de só contemplar falhas!
Imploro-te! Por hoje chega.
Já não tenho mais subterfúgios.
Já não tenho orgulho.
Já não tenho personalidade…
Já não sou uma pessoa como outra qualquer.
Sou agora um corpo com apelidos,
Largados à mais asquerosa criatividade.
Sou tudo o que me quiserem chamar.
Já não sou eu.
Sou pouco mais do que a pele torneia…
Já nem é sangue o que me corre nas veias.
São só lágrimas pela vossa razão abafadas.
Já não tenho mais evasivas,
Esgotei-as nos meus vis pensamentos.
Já não sou nada.
Não há argúcia que me valha.
Mas, porque é que não me deixam ser nada?
Chega! Por hoje chega…
Estou empanturrada de só contemplar falhas!
Etiquetas:
poéme
Um cinzeiro
Um cinzeiro é tudo o que peço.
Um cemitério descartável de fugazes viagens.
O roteiro dos sujos corpos,
precisa de ser enterrado.
Não pede misericordiosa missa,
pede somente... um buraco no esquecimento.
Entanto, o passado não se descarta.
Não se enterra o que tão bem na mente escava.
Um cemitério descartável de fugazes viagens.
O roteiro dos sujos corpos,
precisa de ser enterrado.
Não pede misericordiosa missa,
pede somente... um buraco no esquecimento.
Entanto, o passado não se descarta.
Não se enterra o que tão bem na mente escava.
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poéme
domingo, 14 de dezembro de 2008
George Orwell

Este é o George Orwell, por mim...
Nasceu em 1903 e morreu em 1950, tempo suficiente para nos deixar obras brilhantes. A sua vida é para mim fascinante. Foi bafejado pela sorte ao ter Aldous Huxley como professor...
sábado, 13 de dezembro de 2008
Sonhar
Sonhar,
Deixo-me ir para lá da ampulheta.
Sou sugada por uma vida que não é minha,
Mas que vivo enquanto penso.
Cristalizo cada momento,
Que bom que é ter poder sobre o tempo.
Estou capaz de não acordar,
se o fizer entro em desacordo com aquilo que sou quando não sonho...
Deixo-me ir para lá da ampulheta.
Sou sugada por uma vida que não é minha,
Mas que vivo enquanto penso.
Cristalizo cada momento,
Que bom que é ter poder sobre o tempo.
Estou capaz de não acordar,
se o fizer entro em desacordo com aquilo que sou quando não sonho...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Sem título
Outrora forte.
Agora sem vida, tudo é cinza...
deixada aqui, aqui esquecida.
Foram tantos os desenganos, quantos são os débeis ramos,
Que abanam ao passar do fumo,
Vapor que tudo leva...
...e se encarrega de nos mostrar que mais do que fumo não somos.
Agora sem vida, tudo é cinza...
deixada aqui, aqui esquecida.
Foram tantos os desenganos, quantos são os débeis ramos,
Que abanam ao passar do fumo,
Vapor que tudo leva...
...e se encarrega de nos mostrar que mais do que fumo não somos.
Ter um blog
visito vários blogs regularmente, pensava muito em ter um, mas depois achava que já não queria, até que... aqui está ele. Era cobarde espreitar tantos blogs, e não ter um para ser espreitado e criticado e...e...e....!
Sou muito muuito muuuito vaidosa e sensível à crítica alheia... e, como tudo o que faço ou deixo de fazer é criticável... vamos poder faze-lo aqui!
Não sei bem como vai ser, vou deixando pensamentos e opiniões...
ok, está oficialmente apresentado!
cumprimentos a todos
Sou muito muuito muuuito vaidosa e sensível à crítica alheia... e, como tudo o que faço ou deixo de fazer é criticável... vamos poder faze-lo aqui!
Não sei bem como vai ser, vou deixando pensamentos e opiniões...
ok, está oficialmente apresentado!
cumprimentos a todos
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